A Lenda de Tarzan | Um filme que é tipo um presente de avó

A princípio, o título desse post, com uma singela crítica sobre A Lenda de Tarzan, filme sobre o rei da selva, pode causar certa estranheza, mas acho que uma breve explicação vai te fazer concordar comigo.

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Sua avó tá velhinha, o dinheiro da aposentadoria mal dá pra manter a casa, mas é seu aniversário (ou Natal), e mesmo assim ela te dá um presente. É legal, você super adora, mas não precisava. Foi assim que me senti ao sair do cinema.

O filme não é ruim, surpreendentemente é muito melhor do que eu esperava. Confesso que minhas expectativas eram muito baixas, mas acabei sendo surpreendido.

Tá, mas o filme fala do que?

Nessa nova história, Tarzan (Alexander Skarsgård) já está adaptado a sua vidinha em Londres, após os acontecimentos que todo mundo já está cansado de saber na África. Para não tornar o filme uma continuação de coisa alguma, o tempo todo são apresentados fragmentos da história original de Tarzan, desde a morte de seus pais até o encontro com Jane (Margot Robbie).

Em A Lenda, John Clayton III (nome real de Tarzan) é atraído novamente para a África, servindo como emissário do parlamento britânico. Porém, o plano que o vilão do filme, Leon Rom (Christoph Waltz) tem para ele não é exatamente uma missão diplomática.

E por que o filme é um presente de avó?

Gostei do filme simplesmente por ele abordar um momento diferente do que estamos acostumados dessa história cansada que é a do Tarzan. O filme retrata muito bem questões muito atuais, como o preconceito, as tramoias de quem tem o poder nas mãos, assim como a questão da lealdade, do conceito de família não-tradicional (se eu quiser ter uma macaco como irmão e um leão de primo, quem pode me julgar?).

LEGEND OF TARZAN

Outro destaque é o alívio cômico do filme, que fica a cargo de George Washington Williams (Samuel L. Jackson), um enviado dos Estados Unidos que acompanha Tarzan em sua volta ao lar.

Mas deve ter tido alguma coisa meio tranqueira, né não?

Ah, teve. Ao mesmo tempo em que Tarzan podia ter uma família de macacos, o vilão do filme curtir pirocas pareceu quase um crime durante a história. Jane faz o tempo todo piadinhas e insinuações sobre a sexualidade de Leon Rom. Chegou um momento em que achei que ia rolar um SAI DAQUI, BICHONA! no meio de alguma briga.

Outra coisa que achei bizarra foi a escolha de Alexander Skarsgård para viver Tarzan. O cara conseguiu defender o personagem bem? Conseguiu. É um bom Tarzan? Sim, é. Mas ele é branco demais para viver o rei das selvas criado na África, minha gente! Sem protetor solar, esse Tarzan não teria nem conhecido a Jane, morria de câncer de pele antes de aprender a usar o primeiro cipó!

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Tá… mas, mesmo assim, vale a pena?

Vale sim! O filme é divertido, tem uns efeitos especiais meio cagados, mas as cenas de ação são muito boas. Eu assisti em 3D, o que ajuda a dar uma disfarçada nos defeitos gráficos (tudo fica meio escuro…), mas o elenco está super bem, a história é bem diferente do que estamos acostumados, e tem a Margot Robbie, que por si só já é muito amor <3.

Assiste aí o trailer, se ainda não viu:

PS.: Tem um outro vilão no filme, aquele levando aquela encoxada do Tarzan na primeira foto. Mas ele aparece tão pouquinho que nem valeu a pena entrar em detalhes…

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