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Aquaman | Ponto pra DC!

Desde a estreia de O Homem de Aço, em 2013, a DC vem tentando acertar com seus lançamentos no cinema, e parece que Aquaman surgiu para trazer um pouco de esperança. O filme do Super-Homem não chega a ser ruim, mas também não é espetacular, e não dá para elogiar muito os sombrios Batman Vs Superman – A Origem da Justiça e A Liga da Justiça – com o plot da Martha no primeiro e o bigode no segundo não tem como defender.

Entretanto, no meio disso tudo, Mulher-Maravilha surgiu como um ponto positivo. O filme é perfeito? Não, mas o que ele simboliza é histórico. Um filme que tem uma mulher como protagonista, como super-heroína, dirigido por uma mulher (inclusive, o primeiro de todos esses filmes de heróis a ser dirigido por uma mulher), tem muito mais a dizer do que o que enxergamos nas telas. Mas não é sobre isso este post, voltemos ao assunto!

Em Aquaman, Arthur é o brucutu vivido por Jason Momoa, filho de uma atlante com um humano, que deve socorrer o reino que fica no fundo do mar e que será governado por seu meio-irmão, Orm, vivido por Patrick Wilson, que tem planos de declarar guerra contra a terra.

Visual

Contrariando um pouco os seus predecessores, Aquaman é um filme colorido, solar, vibrante.

Talvez isso explique um pouco o sucesso do filme, que definitivamente é mais leve. Os uniformes, tanto dos heróis quanto dos vilões, são um espetáculo a parte. Quando Jason Momoa aparece vestindo um uniforme muito fiel ao uniforme usado pelo heróis nos quadrinhos, não há como não reparar o cuidado que a produção do filme para satisfazer até os mais fiéis e desconfiados fãs homem-peixe.

Atuação

É, aí o negócio complica um pouco. Jason Momoa tem um carisma absurdo, mas parece que ainda não estava preparado para dar vida a esse personagem. É perceptível que o tom do filme é mais leve, com mais piadinha à lá Marvel, mas fica um pouco canastrão. Um dos problemas do filme é também a interprete da Mera, Amber Heard. Assim como Momoa, ela não é uma excelente atriz, e acaba ofuscada pelo carisma do ator. Em todo caso, o pior de tudo é a química entre protagonistas, ou melhor, a falta de química que não existe. O casal simplesmente não convence.

Já os atores coadjuvantes são excelentes. Patrick Wilson e Nicole Kidman estão super bem no papel. O primeiro já é um excelente ator, super versátil, e consegue convencer quem assiste sobre a motivação do personagem para fazer o que faz.

Mas a gente não assiste esses filmes para julgar a atuação…

Isso bem é verdade. Embora as atuações não sejam dignas de ganhar um Globo de Ouro, as cenas de ação são muito criativas e prendem a atenção. Acredito que todo mundo se perguntou, à época em que o filme foi anunciado, como é que fariam as batalhas no fundo do mar, e o diretos James Wan fez bonito. Talvez seja por isso que Aquaman já é um batedor de recordes:

  • Maior filme da DC no mundo todo
  • Terceiro filme da DC a arrecadar mais de 1 bilhão no mundo todo
  • Maior filme da DC no país
  • Maior filme de herói solo (bater Avengers vai ser complicado!) no país
  • 6ª maior bilheteria da história do país

E olha que esses são só alguns dos recordes. Tendo estreado em dezembro de 2018 e ficando em cartaz por cerca de 3 meses (isso mesmo! Em alguns cinemas o filme pode ainda estar em cartaz!), o filme se tornou uma máquina de fazer dinheiro.

Mas merece o meu dinheiro?

Com certeza. Aquaman é, surpreendentemente, entretenimento dos bons. Pelo conjunto, é um ponto para a DC, que estava precisando. Um filme para esvaziar a cabeça – ou prender a respiração -, passar um tempo fugindo da realidade e sem conseguir reconhecer o universo que a DC nos apresentou até então no cinema.

Nota

⭐⭐⭐⭐ – Ação das boas, atuação meh.

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